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domingo, 1 de novembro de 2009

Oi pessoas amigas!!!!!!!!!!!!!!

Gente... gostaria de me desculpar pela minha ausência e por não estar atualizando meu blog com frequência...
Tenho andado muito sem tempo... cheia de coisas para fazer... muito trabalho e muito estudo...
Estou tentando voltar a ativa aos poucos e começar a visitar vcs novamente...
Estou com saudades de dar uma espiada nos blogs...rsrsrsrs...
Achei esse texto no site Guia do bebê e achei super interessante, em breve vcs saberão pq...
SURPRESAS...rsrsrs...
Estou com um projeto muito legal e em breve estarei postando as fotos aqui...
Convivendo com os animais desde cedo!!!
Seu filho pede insistentemente um animalzinho de estimação e vc tem dúvidas se atende ao pedido.Quer uma dica?Saiba que um animal de estimaçãos ajudará no desenvolvimento emocional e social da criança.
Com um animalzinho, o pequeno da família não mais terá poder total como tinha com seus brinquedos, pois para cada atitude da criança o animal terá uma reação, atuando diretamente no processo de socialização da criança.
Um animal necessita de cuidados e a criança precisa ter responsabilidade sobre eles. Isso vai depender da idade da criança e deverá ser orientada e estimulada por um adulto.
Crianças muito pequenas podem não saber distinguir o seu bichinho de pelúcia do animalzinho de estimação e podem machucá-lo ao apertar demais, jogar para o alto ou até bater para recriminar algo que o animalzinho tenha feito. Essa relação pode causar danos físicos ao animal e à criança( o gato pode arranhar ou o cachorro morder ao reagir a uma "agressão").
Nessa situação o adulto deve estar sempre muito atento, procurando conversar muito com a criança sobre como cuidar do animalzinho, do que ele gosta e o que pode machucá-lo.
A criança pode ficar encarregada, com a ajuda do adulto, de limpar o ambiente do seu animalzinho, dar comida e fazer carinho.
A partir dos cinco anos a criança já pode levar o seu bichinho para passear, dar banho e até aprender alguns comandos de adestramento. Existem cursos de adestramento para o público infantil.
APRENDENDO COM OS ANIMAIS:
A responsabilidade que a criança terá ao cuidar do seu bichinho desenvolve a autonomia, afetividade e os mais diversos sentimentos como alegria, frustração e respeito.
Atenção para que os cuidades de relacionamento como animal de estimação não se tornem uma obrigação para a criança. Ela deve estar consciente de que o animal precisa de respeito e carinho, assim como qualquer outro relacionamento.
O convívio como animal de estimação influenciará nas relações futuras com os amiguinhos. A criança que convive com animais é mais afetuosa, sociável, justa e não é individualista.
Além do contato com os sentimentos que precisará para idar com outras pessoas, o animal pode trazer a experiência com a perda. A criança aprenderá sobre o ciclo da vida, desde o nascimento até a morte e o quanto isso é natural.
MAMÃE, AGORA O RECADO É PARA VOCÊ:
Você que fica preocupada quanto ao risco de alergias, estudos mostram que crianças que convivem com animais de estimação nos primeiros anos de vida estão menos propensas a desenvolver alergias, pois o seu sistema imunológico já está "acostumado" com os agentes alergênicos encontrados nos animais.
Já o sistema imunológico de crianças que cresceram sem nenhum contato com animais não reconhece os agentes alergênicos provocando reações. Não esqueça de levar o animalzinho sempre ao veterinário para que receba os cuidados necessários evitando doenças e evitar doenças, sempre acompanhado do seu filho(a) para que ele também escute as orientações do doutor criando assim mais responsabilidade.
CUIDADOS COM OS BICHINHOS:
Antes de escolher um bichinho de estimação, consulte um veterinário para que este auxilie na escolha de acordo com suas possibilidades, como ambiente onde o animal vai viver, espaço que necessitará, necessidade de passeios, etc. Aém disso, ele lhe orientará quanto às questões de saúde e prevenções de doenças, especialmente quanto às zoonoses( doenças que são transmitidas dos animais para as pessoas). No caso de crianças convivendo com os animais isso é muito importante, pois elas estão sempre levando a mão à boca e o risco de contrair algum tipo de zoonose é maior.
Espero que tenham gostado...
Tenham todos uma ótima semana!!!
Beijinhos no coração...

domingo, 6 de setembro de 2009

Comportamento Infantil!!!

A agressividade nas crianças pequenas

Uma das grandes dificuldade dos pais é lidar com a agressividade de seus filhos.
Quando o bebê nasce, ele traz impulsos amorosos e agressivos, e a medida que vai sendo cuidado pelos pais, passa a construir vínculos afetivos e a desenvolver seu relacionamento interpessoal.
Essa fase é muito importante, porque assim, ele passa a conhecer o mundo à sua volta e a alicerçar sua personalidade. Sendo assim, é necessário que sinta-se cuidado e protegido.
O comportamento agressivo na criança é normal e deve ser vivenciado por ela. O grande problema é que ela não sabe como controlá-lo. Normalmente, acontece quando sente-se frustrada ou quando necessita mostrar aos pais que algo não vai bem. Muitas vezes a criança provoca um adulto para que ele possa intervir por ela e controle seu impulso agressivo, já que ela é pequena e não tem condições de fazer por sí própria. Por isso precisa de um "para com isso" ou "eu não quero que você faça". É como se ela pedisse para levar uma bronca. Nessa hora é como se o adulto emprestasse seu controle para a criança.
Assim como os pais a ensinam andar, falar etc... também devem ensinar a criança a controlar sua agressividade e aprender a hora certa de colocá-la para fóra. O importante é que os pais tenham bom senso tomando cuidado para que ela não seja terrorista ou submissa, ou seja, nem permitir tudo para a criança e nem devolver a agressividade dela com outra agressividade.
Educar crianças é uma tarefa difícil e requer trabalho, mas o que vale é tentar acertar, ter equilibrio e consenso entre os pais para que na educação da criança não ocorra falha de dupla comunicação. Se um dos pais permite tudo e o outro não permite nada, isso só confundirá a criança.

Mirene F. M. A. Marques
Psicóloga
Achei esse texto super interessante na net...
Espero que gostem...
Beijinhos no Coração...
Boa Semana!!!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

GRIPE A (H1N1) !!!

Porto Alegre tem a primeira morte de paciente com gripe A.
O governo estadual confirmou 33 mortes no estado.
No Brasil, o número de mortes já chega a 139.



Com a saúde não se brinca!

Por isso esteja atento e, caso obrserve algum sintoma, procure uma unidade de saúde o mais rápido possível.
Todo o cuidado é pouco com relação à saúde, portanto, é importante estar muito bem informado sobre as formas de contágio, os sintomas, as medidas preventivas e o que fazer no caso de observarmos algum dos sintomas.

Os sintomas são semelhantes aos da gripe sazonal:

-Febre de início súbito (superior a 38ºC)
- Tosse
- Dores de garganta
- Dores musculares
- Dores de cabeça
- Arrepios de frio
- Cansaço
- Diarreia ou vômitos (embora não sendo típicos da Gripe sazonal,têm sidoverificados em alguns dos casos recentes de infecção pelo novo vírus da Gripe A)


Modo de Contágio :

- Pessoa-a-pessoa através de gotículas quando se tosse ou espirra
- Através do contato com os olhos, nariz ou boca, de mãos que contactaram com objectos ou superfícies contaminadas com gotículas de uma pessoa infectada.

Atenção:
O vírus permanece ativo nas superfícies
de 2 a 8h.

- Cuidado com as maçanetas das portas, teclados de computador, mouses, etc.
- O vírus não se transmite através da água para consumo humano, águas de piscinas ou parques aquáticos.
- O vírus não se transmite através de alimentos.


Período de Contágio:

- 1 dia antes de iniciar os sintomas,
- até 7 dias depois do início dos sintomas


Medidas de Proteção:

- Se ficar doente, permaneça em casa!
- Se tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com um lenço de papel!
- Cubra a boca e o nariz com um lenço de papel ou com o antebraço, mas nunca com a mão!- -Imediatamente coloque no lixo o lenço utilizado.
- Lave as mãos frequentemente com água e sabão!
- Evite contatos desnecessários com pessoas com gripe!
- Evite o contato das mãos com os olhos, nariz e boca!
- Limpe frequentemente as superfícies ou objetos mais sujeitos a contato, com os produtos de limpeza habituais!
- Evite frequentar espaços públicos fechados e pouco arejados.
- Estas medidas são também muito importantes nas crianças!

Bom Final De Semana...

Beijinhos no Coração...

domingo, 21 de junho de 2009

Críticas e Elogios!!!


Recebi esse texto por e-mail da minha tutora e achei muito interessante...

Espero que gostem...


Elogios e críticas:

é importante que os educadores saibam dosar
Por Içami Tiba


Um bom e merecido elogio eleva a alma, aumentando a auto-estima, enquanto uma severa crítica destrutiva congela a pessoa, minando a auto-estima.


Tanto elogios quanto críticas chegam de outras pessoas, reforçando ou contrariando o que uma pessoa avalia de si mesma.

Não costuma ser bem visto um autoelogio, mas uma autocrítica é estimulada em uma sociedade onde se pretende que as pessoas procurem melhorar sempre.

Mas não há como impedir que uma pessoa sinta um bem estar quando faz algo que ela mesma aprove e aprecie.

Raramente uma pessoa deixa de fazer uma autocrítica, principalmente quando ela tem o hábito de reavaliar a sua participação seja em onde e como for.


Esta autoavaliação pode ser entendida como se a pessoa tivesse dentro de si um juiz que lhe avaliasse em cada pensamento, sentimento ou ação.

Este juiz que habita o interior de todas as pessoas um dia já esteve fora.

São os pontos de vista dos seus pais (professores, parentes ou quaisquer outras pessoas) que lhes sejam importantes e significativas. Se estas pessoas foram saudáveis educadores, isto é, souberam dosar bem os elogios e críticas, o juiz é bastante justo.

Desenvolve-se o juiz interno como se desenvolve a língua que os circundantes usam.


Em geral, pais muito severos que só criticam desenvolvem um juiz autocrítico severo, mas um fraco autoelogiador e pais que só elogiam desenvolvem um juiz permissivo que avalia como positiva qualquer ação que venha a praticar.

Nem tanto à terra, nem tanto ao mar, mas neste caso, o equilíbrio não está no meio, mas o juiz ser mais crítico ou elogiador conforme a necessidade da própria criança a ser educada.


Nem todas as crianças nascem iguais.

Umas já nascem mais sossegadas e outras mais agitadas.

Em geral as mais sossegadas aprontam menos, pois pensam antes de fazer e levam menos broncas que as agitadas que acabam fazendo sem pensar.

Broncas e críticas a crianças mais tranqüilas tornam o seu juiz interno muito autocrítico.

Elogios e afagos a crianças impulsivas constroem um juiz interno muito permissivo e quase delinqüente.


Imaginemos o que acontece com uma criança que já tenha seu juiz interno mais crítico que elogiador receba do professor uma crítica, um apelido, uma gozação, uma ironia, ou uma desqualificação do professor durante a aula, ou dos colegas formadores de opinião fora da sala de aula...


Há críticas que ajudam e outras que atrapalham.

As que ajudam são as verdadeiras, mas critica-se a ação e não a pessoa.

Chamar um aluno de "vagabundo" por não ter feito uma lição é julgar o aluno e não a sua falha.


É preciso ter elevadíssima auto-estima para não se abalar com apelidos pejorativos colocados por colegas conhecidos e/ou conviventes.


Existe em família um costume horrível: criticar a pessoa querida por desejar que ela melhore. Tão horrível quanto elogiá-la em tudo, mesmo que não mereça o elogio, pois, assim, pensam os elogiadores, "quem sabe ela melhore..." Isso pode acontecer com pais que por algum motivo acabam sendo professores dos seus próprios filhos.

O que acontece com estes pais tem um nome: envolvimento emocional.


Tanto o elogio quanto a crítica não devem ser sobrecarregados com outros significados além dos seus próprios.

Assim, principalmente os educadores não devem misturar suas emoções, afetos, preferências e rejeições sobre seus elogios e críticas aos seus alunos, sob o risco de descaracterizar suas funções educativas.


Beijinhos no Coração...

Boa Semana!!!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

O que faço com meu filho na hora da fúria?
Redação Crescer


Pode ser difícil lidar com as variações de temperamento do seu filho, mas a melhor alternativa é encarar a situação com tranquilidade.

Quanto mais calmo você estiver, menos chance você tem de piorar a situação e, claro, menores serão as possibilidades de ela insistir nesse tipo de comportamento.

Em primeiro lugar, é preciso saber – e explicar à criança – que ela pode, sim, sentir raiva.

O problema é como reagir a esse sentimento.

O aprendizado vem do exemplo: a forma como adultos agem diante de situações estressantes serve de modelo para a criança.

Pode ser uma fase passageira, porém, se persistir, converse com o pediatra ou procure um psicólogo.

Fonte:

Ana Merzel, chefe do Departamento de Psicologia do Hospital Albert Einstein (SP)

Revista Crescer

domingo, 24 de maio de 2009

Blogagem Coletiva!!!

No Brasil!!!
Num país onde cerca de 40 mil crianças e adolescentes desaparecem por ano, segundo estimativa do Ministério da Justiça, não há nenhuma rede ou cadastro nacional para agregar informações dos desaparecidos. Só em São Paulo, são registradas a metade das ocorrências, cerca de 20 mil.
Além da inexistência de um cadastro nacional, não há comunicação entre as polícias militares, civis e federal, reclamam representantes de ONGs. Segundo eles, as investigações não são conduzidas com “seriedade”, o que acaba contribuindo para que muitos casos não sejam solucionados.
“Não há comunicação nem entre a polícia do mesmo Estado”, diz Mariza Tardelli, coordenadora do Redesap (Rede de identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos), órgão ligado à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência.
A Redesap tenta unificar os dados nacionais em seu site (www.desaparecidos.mj.gov.br), mas, para isso, depende do cadastro de ocorrências, que é feito pelas polícias estaduais.
Uma consulta mostra que o site está totalmente desatualizado. Até o dia 31 de outubro, havia o registro de apenas 1.177 desaparecidos em 2007. Só no Estado de São Paulo, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública, foram registradas 17.557 ocorrências de desaparecimentos de crianças e adolescentes com até 18 anos de janeiro até o dia 22 de outubro deste ano.

MOVIMENTO PELA CRIAÇÃO DO ALERTA AMBER NO BRASIL

É preciso criar um plano no Brasil para que polícias, rodoviárias, pedágios, aeroportos e meios de comunicação recebam imediatamente informações sobre crianças desaparecidas. Divulgar na mídia local e nacional e criar uma polícia mais organizada, especialmente para estes casos. A partir daí, estaremos falando com seriedade sobre investigação e salvamento de crianças.
Nosso objetivo é que seja criada uma lei nacional que obrigue as emissoras de rádio e televisão abertas veicularem, durante a programação, informações passadas pela polícia civil e militar, a respeito de crianças seqüestradas. A finalidade é a rápida disseminação da notícia e a localização da criança que se encontra em perigo iminente, para evitar graves conseqüências.
A polícia deverá transmitir as informações sobre a denúncia de seqüestro, após certificar-se da veracidade, às emissoras locais e nacionais, para que seja divulgado imediatamente. Deverão ser informados detalhes como foto da criança, retrato falado do seqüestrador, provável local do seqüestro e veículo utilizado. Contas de água, luz e telefone também trariam mensalmente informações sobre crianças desaparecidas.
A divulgação do alerta auxiliará a evitar graves e irreversíveis conseqüências ao bem estar físico e mental da criança, em razão da demora na localização.
A colaboração da comunidade na localização dos seqüestradores e da vítima assume caráter de importante instrumento de combate ao crime. Ao inserir na programação alertas periódicos a respeito do seqüestro, tão logo ocorra o crime, as emissoras de rádio e televisão estarão prestando à comunidade um serviço de utilidade pública de maior relevância e que por certo engrandecerá a imagem institucional.
Conheça o Plano de Alerta Amber
O Plano de Alerta AMBER, oficialmente America’s Missing: Broadcast Emergency Response ( Desaparecidos da América: Resposta de Divulgação de Emergência), usa os sistemas existentes do Sistema de Divulgação de Emergência.
Depois que agências policiais locais são notificadas que uma criança foi raptada, há critérios específicos que põe em andamento o plano.
O Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas estabelece os seguintes critérios:

1. Oficiais policiais confirmam o rapto.
2. A polícia determina que a criança está em perigo de ferimento ou morte,
3. Evidência é juntada (por exemplo, uma descrição detalhada da criança, do raptor, ou veículo envolvido no ato) para ajudar na rápida recuperação da criança.
Os critérios específicos que ativam o Plano são diferentes entre as comunidades, estados e países que implementam o Plano.
Alguns estados americanos, como Nova Iorque por exemplo, ativam o plano somente quando a criança desaparecida tem 17 anos de idade ou menos.
O AMBER Alert Net (www.amberalertnet.com) é um dos vários planos que têm como objetivo aumentar o alcance do Plano de Alerta AMBER para que ele atinja usuários de computador em casa e no trabalho.
Com a instalação de um programa de computador grátis, usuários da Internet recebem boletins automáticos quando o plano é ativado, e o usuário pode imprimir ou remeter as mensagens a outros usuários.
Hoje, há 74 estados, países e cidades usando o Plano.
Quarenta e quatro crianças foram recuperadas sãs e salvas e retornadas às suas famílias graças a ele. Em janeiro de 2003, o National AMBER Alert Network Act -o Ato da Rede Nacional do Plano de Alerta AMBER (HR 412) foi aprovado pelos legisladores dos Estados Unidos.
O ato estabelece um coordenador do Alerta AMBER dentro do Departamento de Justiça americano, e dá fundos governamentais para o treinamento e equipamento dos usuários do plano, assim como ajuda na coordenação dos planos AMBER nos níveis locais e estatais.
Nos Estados Unidos e em muitos outros países, o Plano de Alerta AMBER está salvando a vida de crianças.
A Senadora Dianne Feinstein (Democrata da Califórnia), relata que o Plano AMBER de seu estado ajudou a recuperar 20 vítimas durante seus primeiros seis meses de implementação. No mundo todo, o legado da menina Amber Hagerman está ajudando a recuperar crianças raptadas, retornar jovens fugidos a suas famílias, e a localizar pacientes com a doença de Alzheimer (dementes) que estejam perdidos. Para muitas crianças, o Plano significa a diferença entre a vida e a morte.
O AMBER veio muito tarde para a menina Amber, mas felizmente não veio tarde demais para as crianças raptadas hoje e no futuro.
Texto retirado do site "Diga Não À Erotização Infantil"
Visite e participe desse movimento em defesa das nossas crianças!!!
Sua participação é importantíssima!!!

domingo, 17 de maio de 2009

Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes...


O abuso sexual é uma das formas de violência doméstica contra crianças e adolescentes.
De difícil diagnóstico, muitas vezes não deixa marcas físicas, mas marca a criança para toda a vida.
Por abuso sexual entende-se toda situação em que um adulto se utiliza de uma criança ou adolescente para seu prazer sexual, podendo haver ou não contato físico.
O abuso sexual intrafamiliar é a forma como se apresenta mais frequentemente.
Ocorre em todos os países e em todas as classes sociais.
Em sua maioria, é praticado por alguém que a criança conhece, confia e ama.
Assim, o maior índice de abusadores é representado pelo pai, o padrasto, tio, avô, ou alguém íntimo da família.
As crianças que mais sofrem abuso sexual são as do sexo feminino, mas os meninos também são frequentemente abusados.
O abuso pode ocorrer durante anos, só cessando quando, as vezes já adulta, a vítima tem condições de se livrar daquela relação patológica, uma vez que o abusador age "sem violência", seduzindo e ameaçando a criança de forma velada.
A mãe frequentemente sabe - ou pressente - o que ocorre, mas não faz nada para proteger seus filhos por medo ou, por não acreditar que aquilo possa ocorrer.
A criança frequentemente tenta falar com a mãe mas não encontra nela atitude de acolhida.
Por isso, essa mãe torna-se cúmplice do abuse, já que negligenciando a proteção da criança, torna-se uma "abusadora passiva".
É comum, equivocadamente a família buscar tratamento psicológico para a criança, uma vez que, em razão do que ocorre, apresenta distúrbios de comportamento, como manifestações de erotização precoce, introversão, depressão, ansiedade, mau aproveitamento escolar.
A criança vítima sofre profundamente com medo, culpa e remorso, porque quem pratica o abuso é uma pessoa que ela ama.
Nào pode entender o que está acontecendo.
Quanto ao abusador, este é um pedófilo.
A pedofilia é uma psicopatologia, um desvio da sexualidade, de caráter compulsivo e obsessivo, em que adultos têm atração sexual por crianças e adolescentes.
Dificilmente o abuso sexual é descoberto por pessoas alheias à família.
É um ato protegido por um verdadeiro muro de silêncio, que "resguarda" a família, mas que impede a proteção da criança.
Descoberta a situação, é importante lembrar que o pedófilo é um doente que deve ser tratado, além de afastado da sociedade.
Para combater o abuso sexual intrafamiliar é necessário, antes de tudo, aceitar que ele é frequente e pode ocorrer em todas as famílias; é necessário que a criança aprenda a conhecer seu próprio corpo desde pequena e, mais que tudo, é preciso que as mães acreditem em seus filhos e filhas, mesmo que lhes pareça absurdo o que estão contando.

Lauro Monteiro Filho
Médico Pediatra

Texto retirado do site "Observatório da Infância"

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Os bebês e a música!!!


Estudo americano mostra que a capacidade de a criança diferenciar músicas tristes das alegres já existe aos 5 meses de idade...

A partir do quinto mês de gestação a audição do bebê já está desenvolvida.
Quando ele cresce, logo é possível notar as diversas reações que ele tem ao ouvir diferentes sons. E foi pela forte relação que as crianças têm com este sentido que pesquisadores da Brigham Young University, nos Estados Unidos, conduziram um estudo que comprova que se pode diferenciar uma canção triste de uma alegre a partir dos 5 meses de vida.
Para chegar a este resultado, estudiosos reuniram 96 bebês de 5 e 9 meses e os submeteram à audição dos tipos de música.
Quando a música triste era liberada aos menores, a expressão facial das crianças era emocionalmente neutra.
Ao ouvir a canção animada os bebês de 5 meses demonstravam interesse, fitando os olhos por alguns segundos.
Com os participantes de 9 meses, a reação foi exatamente inversa.
Os resultados mostram a percepção evoluída de uma criança ainda pequena.
“Eles não entendem o que é alegre e triste, mas certamente sabem que são coisas diferentes”, explica o psicólogo infantil Marcio Ferreira Jr.
O especialista diz que o estudo mostra uma capacidade cognitiva surpreendente nos bebês.

Benefícios dos sons

Sons e ritmos podem ser utilizados para estimular diversas atitudes em crianças.
Na cidade eslovaca de Kosice-Saca os recém-nascidos ouvem peças de Mozart e Vivaldi para dormirem melhor.
De acordo com as enfermeiras do hospital que adotou esta técnica, o resultado é positivo - a música ajuda a acalmar os bebês.
Quando quem canta é a mãe, está provado que uma simples canção de ninar, além de relaxar, ajuda a estreitar os laços afetivos entre ela e seu filho.
Aulas regulares de um instrumento musical como piano, a partir dos 3 anos de idade, ajudam a desenvolver a capacidade de entender o espaço tridimensional.
Alguns médicos e musicistas também defendem que crianças que recebem estímulos musicais adequados aprendem a escrever mais facilmente e têm maior equilíbrio emocional.
Apesar do ato de tocar um instrumento ser importante, mesmo se o contato com a música for feito por apreciação, simplesmente ouvindo, os estímulos cerebrais também são bastante intensos.
Para estimular a apreciação musical em crianças, a musicoterapeuta Helena Sabino, explica que pequenas mudanças podem ser de grande valor.
“Ao invés de distrair o bebê com a televisão você pode dar-lhe um tambor, um xilofone ou qualquer outro instrumento musical, incentivando-o a brincar e criar a sua própria música”, comenta.
A terapeuta ainda afirma que não há um estilo específico, ou algum proibido, para as crianças ouvirem, então recomenda que a mãe apresente ao filho suas canções favoritas.
“Esta é uma forma de aumentar o vínculo dele com você.
Cante junto, ouça e habitue-o com os sons”, encerra.


Beijinhos no Coração!!!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

TRABALHANDO LIMITES!!!


Na fase pré-escolar, a
palavra “limite” tem
vários significados, que
vão das potencialidades físicas da
criança e sua atuação no grupo até
a tolerância em relação à frustração
e a aceitação das regras coletivas.
É importante destacar que a noção
de limite só é alcançada por meio
do autoconhecimento e não pelos
parâmetros alheios. O papel do
adulto é dar condições para que a
criança adote uma disciplina própria.
O objetivo de um trabalho envolvendo
o tema, portanto, é abrir caminho para
que os pequenos se sintam seguros,
observando e respeitando o campo
de ação do outro. Em qualquer
situação lúdica, podem ser trabalhados
o conceito de limite. Cabe a você
mediar as relações e as atitudes
das crianças durante as brincadeiras.
Quanto mais vivências você apresentar,
mais elas se fortalecem diante dos
próprios medos e frustrações. Por isso,
ao fim de cada jogo, é interessante fazer
uma avaliação em conjunto com a turma
a respeito dos conflitos surgidos
e dos resultados obtidos e planejar
futuras adaptações.

CONSULTORIA: ROSIMARI USSIFATI, DO COLÉGIO
AUGUSTO LARANJA, EM SÃO PAULO

EDUCAÇÃO INFANTIL
REVISTA NOVA ESCOLA

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A Música na Educação Infantil!!!




A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL


"Um povo que sabe cantar está a um passo da felicidade. É preciso ensinar o mundo inteiro a cantar".
Villa-Lobos


Ouvir música, aprender uma canção, brincar de roda, realizar brinquedos rítmicos, são atividades que despertam, estimulam e desenvolvem o gosto pela atividade musical, além de propiciar a vivência de elementos estruturais dessa linguagem.

A criança através da brincadeira, relaciona-se com o mundo que a cada dia descobre e é dessa forma que faz música: brincando. Receptiva e curiosa, ela pesquisa materiais sonoros, "descobre instrumentos", inventa melodias e ouve com prazer a música de todos os povos.

De forma ativa e contínua, a aprendizagem musical integra prática, reflexão e conscientização, encaminhando a experiência para níveis cada vez mais elaborados.

A música é responsável por uma diversidade de pontos positivos, se usada de forma correta, contribui visivelmente na educação e desenvolvimento infantil.

Benefícios que podem ser trazidos com o uso dessa prática na educação infantil:
  • A música atua no corpo e desperta emoções;
  • Pode aumentar e equilibrar o metabolismo ;
  • Aumenta ou diminui a pressão ;
  • Interfere na receptividade sensorial;
  • Minimiza efeitos da fadiga;
  • Age na digestão;
  • Age nas secreções e nas redes neurológicas;
  • Pode até mesmo diminuir o colesterol na corrente sanguínea;
  • Atua no equilíbrio emocional;
  • Atua no autoconhecimento;
  • Contribui com a integração social, pois através dela a criança desenvolve a capacidade de ouvir, perceber, discriminar diferentes gêneros, estilos, ritmos, sensações e pensamentos;
  • Desenvolve a sensibilidade;
  • Desenvolve a concentração;
  • Desenvolve a coordenação motora;
  • Desenvolve a acuidade auditiva;
  • Respeito a si próprio e ao próximo;
  • Disciplina pessoas;
  • Destreza do raciocínio;
  • Facilita o processo de alfabetização;
  • Facilita o estudo de línguas estrangeiras;
  • Transmite alegria, verdades e sonhos através de uma metodologia lúdica e dinâmica própria do universo infantil.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Atividades na Educação Infantil!!!



Todas as atividades desenvolvidas na Educação Infantil devem ser trabalhadas através da exploração concreta dos objetos , pois, as crianças dessa faixa etária ainda não possuem maturação para compreender e aprender conceitos abstratos.
Há de se observar também, que nessa fase elas são dispersas, desconcentradas e sem reversibilidade de pensamento o que requer que o planejamento do professor seja mutável em qualquer ponto e atrativo.
As atividades desenvolvidas devem levar em conta os aspectos de desenvolvimento da criança, ou seja, contemplar:


1. ASPECTO COGNITIVO - referente ao desenvolvimento do raciocínio, da inteligência, aqui são necessário desenvolver:


Conhecimento Físico: cor, forma, peso, textura, som, temperatura, odor, sabor, são as características dos objetos.


Conhecimento Lógico-matemático: estruturação do conceito de tempo e espaço, aquisição de conservação de quantidades contínuas e descontínuas, classificação, seriação e conservação.

Conhecimento Social: aquisição sobre a vida em sociedade, costumes tradições, regras, datas comemorativas,etc.

Função Simbólica: ampliação e generalização da imitação representativa, jogos simbólicos, imagem mental, expressões artísticas, etc.


2. ASPECTO AFETIVO: desenvolvimento da iniciativa, da independência, da curiosidade, da motivação, etc.

3. ASPECTO SOCIAL: desenvolvimento das interações sociais, conhecimento das normas de conduta, direitos e deveres, desenvolvimento de
valores éticos e morais.


4. ASPECTO PERCEPTIVO MOTOR: desenvolvimento e coordenação dos pequenos e grandes músculos.

OBSERVAÇÃO: Os aspectos afetivo e social devem acontecer concomitantemente aos aspecto cognitivo e perceptivo motor, onde emoções e normas de conduta andem de mãos dadas.m bom planejamento deve contemplar estes aspectos e a partir daí, surgirão mil idéias para projetos que estimulem o desenvolvimento da criança, sem deixar de lado o lúdico, o prazeroso.


5. ASPECTO COGNITIVO

Conhecimento Físico: - Aquisição das propriedades dos objetos:

1) Cor: Identificação das cores primárias através de brincadeiras e comparações, manipulação de tintas e da sua transformação em cores secundárias;
2) Formas: identificação das formas geométricas em diversos objetos de uso social e escolar através de brincadeiras, da manipulação dos objetos e de atividades direcionadas na pintura e recorte e colagem;
3) Textura: através do manuseio de objetos e de diversos tipos de papéis e tecidos, reconhecer as diferentes texturas, tais como liso, áspero, peludo, enrugado, macio, duro, ondulado, etc e a partir delas realizar diferentes expressões artísticas de desenho e pintura. Ex: desenho sobre lixa, desenho sobre camurça, tecido, microondulado, etc. Uma idéia linda é um livro de textura. sentir as diferentes texturas dos alimentos, crus, cozidos, assados, líquidos, pastosos, sólidos, etc;
4) Temperatura, Sabor e Odor: a partir das ações sociais e escolares diferenciar as temperaturas fria, gelada, morna e quente, sabor amargo, doce, salgado e odores diversos;
5) Som: Estimulação auditiva através dos diferentes sons de instrumentos da bandinha, de objetos em movimento e em queda, apreciação de categorias musicais, melódicas e vocais, observação dos diferentes animais e os sons emitidos por eles, tais como, mugido, rugido, grunhido, latido, etc;
6) Peso: através da manipulação de diversos objetos, identificar e estabelecer relações entre eles tais como, leve, tão leve quanto, pesado, tão pesado quanto, mais pesado que;
7) Tamanho: estabelecer as relações entre os objetos, tais como, maior, menor, mediano, alto, baixo, médio, etc;


OBSERVAÇÃO: Sempre trabalhar no concreto para depois fazer o registro no papel, pois, assim a apreensão será significativa e fácil para a criança.


Conhecimento Lógico matemático: estruturação do conhecimento e conceituação de tempo e espaço, seriação, classificação e conservação.

1) Função social do número em horas, calendário, altura, peso, calçados e roupas, casas, etc, mostrando que o número pode ser utilizado com outros objetivos além da contagem;
2) Horas/momentos: diferenciação entre o dia e noite, o agora e o depois, etc;
3) Classificação e seriação através de conhecimentos vivenciados em sala de aula, como identificação da rotina, contagem na chamada(quantos somos? quantos vieram? quantos faltaram? mais meninas ou meninos? quem é o primeiro ou último da fila?) estudo do calendário, fazer coleções, estabelecer comparações de igualdade, semelhança e diferenças;
4) Aquisição de conservação das quantidades contínuas e descontínuas (massinha, areia e água).



OBSERVAÇÃO: Aqui podem surgir lindos trabalhos, tais como a criação de álbuns de recortes de animais, alimentos, brinquedos, botões, etc, bem como ordenar histórias, palitos de diferentes tamanhos, seqüência de cores em ordem linear direta e inversa, etc.




7. CONHECIMENTO SOCIAL:- Adquirir conceitos sobre a sua pessoa _ EU _ e estabelecer relações de igualdade e diferenças com as outras pessoas com as quais a criança convive na escola e na sociedade (OUTRO), família, etc. Letras, números, formas e cores e datas comemorativas também são conhecimentos sociais, pois, são nomenclaturas criadas e utilizadas pelos homens.- Identificação da criança _ EU - como parte do MEIO e a importância de preservá-lo como garantia de sobrevivência;


1)reconhecer o corpo como um todo e em partes (corpo humano), diferenciar os corpos existentes na sala ressaltando o respeito as diferenças (altura, peso, raça, necessidades especiais, etc) através de desenhos impressos, recortes, quebra-cabeças, marcas do tempo, brincadeiras e músicas;
2)reconhecimento das letras a partir do seu nome e do nome dos companheiros de classe e membros de sua família, músicas, pesquisas em sala de aula e em casa;
3)reconhecer os membros de sua família, reconhecer as diferentes famílias, através de livros, pesquisas, entrevistas;
4)reconhecimento da sociedade com a qual convive: escola, bairro e cidade, profissões, meios de transportes e comunicação;
5)reconhecimento dos números através da sua função social (idade, peso, altura, calçados e roupas, calendário, contagem de alunos, etc), música, brincadeiras, encaixes de pinos, bingos, boliches, etc;
6) datas comemorativas: através de conversas na roda, pesquisas em sala de aula e em casa desenvolver atividades de desenho, recorte e colagem, faz-de-conta, sucatas, relacionados às principais datas comemorativas e ou as datas estabelecidas pelo PPP da escola;
7)reconhecimento dos elementos ar, terra, água e fogo e a partir daí desenvolver atividades que ressalte, a importância, a necessidade de preservação, a funcionalidade, a economia e os meios necessários para a utilização desses recursos sem esgotá-los. Exemplo de atividades legais: ciclo da água, experimento com feijão ou girassol, plantio de mudas e sementes em hortas ou floreiras, etc;segue...
8)reciclagem: transformação do lixo em luxo, o que podemos fazer para garantirmos o desperdício e aumentarmos o seu aproveitamento;
9)alimentação: elevar a importância de termos uma boa alimentação, a finalidade de cada alimento, suas características, a mastigação, a experimentação dentro da sala de aula, a transformação de alimentos sólidos em líquidos e vice-versa.



OBSERVAÇÃO: O conhecimento social é uma rica fonte para projetos

8. ASPECTO SOCIAL E ASPECTO AFETIVO:- Os dois aspectos caminham juntos com os demais, logo, todas as atividades, brincadeiras e conversas levarão em conta os valores e virtudes com base na RECIPROCIDADE!!!

9. ASPECTO PERCEPTIVO-MOTOR: Estão nas dramatizações, danças, brincadeiras, teatros de fantoches,alinhavos, monta-tudo, Lego, pinos de encaixes, desenhos, escritas,etc, que visam o desenvolvimento dos pequenos e grandes músculos.

Com base nesses princípios fica mais fácil a construção de um planejamento, de um projeto. Para isto basta deixar aflorar a criatividade. "



Texto retirado do blog Prazer de Ensinar

O BRINCAR na Educação Infantil!!!



A importância do brincar na Educação Infantil...


O que uma criança faz em uma escola de educação infantil?Brinca, faz amigos e passa horas felizes convivendo com crianças e adultos que não são seus familiares. Mas não é só isso que acontece.Até os 6 anos, a criança vive uma das fases mais importantes do desenvolvimento humano, nos aspectos intelectual, emocional, social e motor por isso as condições oferecidas pelo ambiente e pelos adultos que a cercam devem ser muito ricas e qualificadas.Uma escola precisa ser mais do que um lugar agradável, onde se brinca. Deve ser um espaço estimulante, educativo, seguro, afetivo, com pessoas realmente preparadas para acompanhar a criança nesse processo de descobertas e de crescimento com uma base sólida que influenciará todo o desenvolvimento futuro dessa criança.Toda escola de Educação Infantil precisa ter certeza do que quer desenvolver na criança. Para formar uma criança saudável e desenvolver sua capacidade de aprender,de pensar e estabelecer as bases para a formação de uma pessoa ética capaz de conviver num ambiente democrático, deve-se propor atividades que desenvolvam um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores adequados a cada faixa etária.O brincar se constitui na interação de vários fatores que são transformados pela ação dos indivíduos e por suas produções. Os jogos e as brincadeiras são, assim transformados continuamente.A criança brinca para conhecer-se a si própria e aos outros em suas relações, para aprender as normas sociais de comportamento, para desenvolver a linguagem e a narrativa, para trabalhar com o imaginário e para conhecer os eventos e fenômenos que ocorrem a sua volta.A realização de jogos e brincadeiras na primeira infância envolve naturalmente o movimento, pois através dele a criança se coloca no meio, interagindo com os objetos, com as pessoas, explorando seu próprio corpo e o espaço físico. Uma das funções da brincadeira é permitir à criança o exercício do movimento. O movimento tem uma importância muito grande na infância, pois ele serve para a criança se relacionar com o outro,explorar o espaço e situar-se nele, bem como os objetos e o próprio corpo.No processo de desenvolvimento, a criança começa usando as mesmas formas de comportamento que outras pessoas usaram em relação a ela. Isto acontece porque, desde os primeiros dias de vida, as atividades da criança adquirem um significado próprio de comportamento. A brincadeira fornece mudanças da necessidade e da consciência, criando um novo tipo de atitude em relação ao real. Nela aparecem o faz-de-conta, a criação das intenções voluntárias e a formação dos planos da vida real.Brincar é fonte de lazer, mas é, também fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar parte integrante da atividade educativa.Incluir o jogo e a brincadeira na Escola tem como objetivo servir ao desenvolvimento da criança, enquanto indivíduo, e à construção do conhecimento, processos estes intimamente interligados.A brincadeira fornece mudanças da necessidade e da consciência, criando um novo tipo de atitude em relação ao real. Nela aparecem o faz-de-conta, a criação das intenções voluntárias e a formação dos planos da vida real.Brincar é fonte de lazer, mas é, também fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar parte integrante da atividade educativa.Incluir o jogo e a brincadeira na Escola tem como objetivo servir ao desenvolvimento da criança, enquanto indivíduo, e à construção do conhecimento, processos estes intimamente interligados.


Lizzy

Mesa Educadora -

Sapucaia do Sul -Novembro/2006

Contar Histórias!!!

Contar histórias para promover leitura


Lucia Helena L.Santos Silva e Sueli Rocha


Era uma vez um menino que adorava ouvir histórias antes de dormir.A cada noite, um criado enchia sua imaginação de fadas, bruxas, dragões etc. O pequeno dormia feliz, exausto por vivenciar tantas aventuras, nas quais com certeza era sempre ele o herói, o vencedor. O menino era egoísta e, por mais que os amigos pedissem, não recontava a eles as histórias ouvidas. O tempo passou,o criado envelheceu, o menino cresceu e não quis mais saber de histórias. Eram outros os seus interesses, então. Já rapaz, apaixonou-se e quis casar. Um dia antes do casamento, o velho empregado foi ao quarto do noivo, ajudá-lo nos preparativos. Com surpresa, ouviu ruídos estranhos que vinham de um saco há muito esquecido atrás da porta. Veio-lhe à memória que aquele era o saco onde ficavam guardados os espíritos de todas as histórias que ele contava ao garoto, agora rapaz. Prestou atenção e ouviu que os espíritos das personagens que eram más planejavam uma vingança mortal àquele que, por egoísmo, manteve-os presos por tanto tempo. Os espíritos das personagens boas, por medo, mantinham-se calados. Usando de toda a sua experiência e sabedoria, o velho destruiu cada uma das armadilhas preparadas para o rapaz, matando até uma cobra escondida no quarto do jovem casal. A cobra foi o último recurso usado pelos espíritos maus em sua vingança contra o egoísta que os prendera durante tanto tempo. O criado contou então a todos sobre a vingança dos espíritos das histórias, esquecidos presos na velha sacola. Agradecido por ter sido salvo, o rapaz prontamente acreditou no que ouvira e, arrependido, prometeu que, de ora em diante, contaria muitas histórias. A cada história contada, os espíritos presos eram libertados para, felizes, povoarem a imaginação de outras pessoas.Essa história (resumo do conto coreano "A sacola de couro", recontado por Zette Bonaventure, no livro "O que conta o conto?", publicado pelas Editoras Paulinas) nos faz refletir sobre quantos contos já não se perderam por falta de alguém que os contasse. Quem ainda se lembra de Pele de Asno, de A Moura Torta e das façanhas de Mata Sete? Esses e tantos outros estão à espera de serem servidos como um banquete a crianças ávidas de aventuras e emoções.Esse conto nos remete também a uma outra reflexão: mudaram os tempos, mudam os costumes. À hora de dormir, o sono infantil era embalado por alguém de voz carinhosa que contava, contava e recontava mil e uma aventuras, abrindo as portas para o mundo da ficção. É evidente que poucos tinham criados contadores de histórias. Mas sempre havia uma avó, um pai, mãe ou tia a fazer, através da oralidade, o primeiro contato da criança com o mundo da fantasia.E era essa fantasia que possibilitava à criança, sem sair do lugar, descobrir outros lugares e outros tempos, vivenciar as mais diferentes emoções (o riso, o choro,a raiva, a tranqüilidade), descobrir soluções para os próprios conflitos, viver outros papéis, identificar-se com personagens, enfim abrir os olhos para a vida e ver a vida com outros olhos.Mudaram os tempos, mudam os costumes. Hoje, poucas famílias conservam o antigo hábito de contar histórias para as crianças à hora de dormir. Para quem ficou a função de provocar a imaginação infantil? Não queremos entrar na polêmica sobre o papel da televisão, nesse aspecto. A nossa preocupação é que a escola, que também deveria suscitar o imaginário infantil, dedica a essa tarefa um tempo insuficiente para obter algum resultado minimamente satisfatório.Acreditamos que o professor, enquanto verdadeiro agente da ação educativa, deve tomar para si a função de estimular a imaginação dos alunos contando histórias de maneira natural, e sempre, não apenas na restrita "hora do conto". Vários são os momentos propícios para isso: um fato é melhor entendido se acompanhado de sua história: a história das grandes descobertas e invenções, as lendas, a história dos vencidos, a história da matemática, da mitologia greco-romana, por exemplo, podem servir como elementos instigadores da imaginação do aluno, levando-os a questionar, a formular hipóteses, a inventar outras histórias.Ao contar histórias, o professor estabelece com o aluno um clima de cumplicidade que os remete à época dos antigos contadores que, em volta do fogo, contavam a uma platéia atenta as histórias de seu povo, as origens das coisas, os costumes, os valores etc. Para que não precisemos inventar a roda a cada dia, é necessário que o patrimônio cultural que a humanidade acumulou durante séculos seja conhecido pelas novas gerações. E nada melhor do que contar histórias, para fazer reviver o que existe na memória coletiva. A esse respeito o escritor uruguaio Eduardo Galeano escreveu em A paixão de dizer/2:"Esse homem, ou mulher, está grávido de muita gente. Gente que sai por seus poros. Assim mostram, em figuras de barro, os índios do Novo México: o narrador, o que conta a memória, coletiva, está todo brotado de pessoinhas" (O livro dos abraços, L&PM).É que, ao narrar um conto da memória coletiva, o professor/contador reativa uma cadeia de contadores de histórias que vem do início das civilizações até os nossos dias. É difícil imaginar, por exemplo, por quantas bocas passou o conto "Festa no Céu" (cujos registros em cerâmica e tapeçaria datam do século IV A.C., como relata Maria Clara Cavalcanti de Albuquerque, em Kayuá - o dom da palavra, monografia não editada, 1998) para chegar aos nossos dias, contando uma história tão atual como a das artimanhas de alguém que quer entrar numa festa como "penetra", por não ter sido convidado. A voz do contador de história perpetuou esse e outros contos da tradição oral. Nas sociedades primitivas africanas, ainda não abrangidas pela escrita sistematizada, os contadores de histórias (os "griots"), considerados verdadeiras bibliotecas vivas, são poupados até das guerras "paraque continuem narrando as proezas dos povos africanos" (Barbosa, R. A., Bichos da África 2, editora Melhoramentos). A importância desses contadores de histórias é tal que, segundo Alex Haley, em Negras Raízes (editora do Círculo do Livro), "quando um griot morre é como se toda uma biblioteca tivesse sido arrasada pelo fogo".Mudaram os tempos, mudam os costumes. A platéia não se reúne mais em volta do fogo, mas numa escola: as histórias saídas da boca do velho contador foram parar dentro dos livros. Os contadores de histórias, no entanto, continuam sendo cada vez mais necessários. Por quê? É preciso lembrar que os livros só são úteis se existissem leitores. A escola, preocupada com a ação de ensinar a ler, relegou a um último plano a formação de leitores, assunto complexo, mas que certamente passa pelo estímulo à leitura pelo simples prazer de ler. Ler pelo gosto de ler, sem cobrança maior que a de deixar a imaginação correr solta para criar outros mundos. Então os contadores de histórias, os professores contadores de histórias são necessários, sim. São eles o elo entre a criança e o livro. Enquanto ouve uma história, o aluno transforma-se em produtor de texto, em co-autor da história que lhe é contada, pois com as pistas que a voz do contador lhe oferece, desenha na cabeça épocas, lugares, personagens. E a voz do contador, atenta à reação da platéia, alteia-se, sussurra, faz pausas, treme, transforma a leitura do conto num mágico momento de cumplicidade. Terminada a história, o ouvinte quer prolongar seu prazer de ouvir. É a hora em que o professor contador deve promover o encontro entre o aluno e o livro onde está a história contada; é a hora de ler o registro escrito e a ilustração, é a hora de confirmar/negar as hipóteses levantadas enquanto a história era ouvida. É também a hora em que o ouvinte/leitor percebe que pode reler os trechos de que mais gostou, pular páginas, ler uma frase aqui, outra ali, enfim, pode escolher o rumo de sua leitura e ir em busca de outras histórias do mesmo autor ou de outras histórias do mesmo gênero, trilhando os caminhos para a sua formação de leitor crítico, constatando, cotejando, transformando, como diz o Prof. Dr. Ezequiel T. Silva, em O ato de ler (editora Cortez: Autores Associados).O que temos comprovado na prática é que, depois de ouvir uma história bem contada, a reação imediata do aluno é pedir o livro para ler. O professor que se preocupa com a promoção da leitura deve disponibilizar para os alunos livros dos mais variados gêneros e autores, gibis, jornais e revistas, de forma a possibilitar-lhes a ampliação do repertório enquanto leitores.O ser humano é, por natureza, contador de histórias. Algumas técnicas e vivências podem ajudar o professor a utilizar bem essa característica que lhe é própria. Dessa forma, a atividade de contar histórias pode se transformar num importantíssimo recurso de formação do leitor para toda a vida e não apenas para a escola.


 
©2009 Elke di Barros Modificado por Tatyana Martins Silvana Bettio